Curiosidades sobre Quando longe é perto

Escrever um livro foi uma das experiências mais intensas e transformadoras da minha vida. E como muita gente me pergunta sobre os bastidores da história, resolvi compartilhar aqui algumas curiosidades que talvez você não saiba — e que, quem sabe, façam você enxergar algumas cenas com outros olhos.

O título original seria “Cartas para Bárbara”

A ideia do livro surgiu por causa de cartas que eu costumava escrever. No começo, até pensei em chamar a história de Cartas para Bárbara. Confesso que não seria um título ruim. Mas, conforme fui escrevendo, percebi que o livro ia muito além das cartas. Aquelas palavras serviram como base, como memória viva do que eu queria contar — mas o enredo tomou proporções mais profundas. Foi aí que Quando longe é perto apareceu com a força certa: ele traduzia não só a distância entre os personagens, mas também a forma como a conexão entre eles resistia ao tempo e ao silêncio.

O primeiro capítulo foi o que eu mais planejei — e o que mais me marcou

Ele foi o início de tudo. Não um início épico como os de muitas histórias por aí, mas um início silencioso, cheio de sentimento — e que acabou virando o pilar de todo o livro. Sempre que volto a reler aquele começo, me vem uma saudade boa. Ele me leva direto pra uma época da minha vida que eu queria ter vivido por mais tempo. Se eu pudesse, ficava ali, naquele primeiro capítulo, pra sempre.

Carlos e Barbara foram inspirados em pessoas reais — inclusive eu mesma

Eles não são cópias de ninguém, mas têm muito das minhas memórias, das dores e descobertas da adolescência, e também de histórias que escutei com atenção e carinho ao longo dos anos. Escrever sobre os dois foi, de certa forma, revisitar partes de mim que estavam adormecidas — e dar a elas um novo sentido.

Algumas falas do livro foram tiradas direto de cartas reais

Durante o processo de escrita, mergulhei em várias cartas antigas minhas — algumas que eu nunca imaginei reler um dia. E ali, no meio de tantas palavras guardadas, encontrei frases que ainda me tocavam profundamente. Algumas delas acabaram virando parte dos diálogos do livro. Acho que isso trouxe uma carga emocional verdadeira, que os leitores costumam sentir mesmo sem saber exatamente o porquê.

O último capítulo foi reescrito quatro vezes

Assim como o primeiro capítulo, o último foi um dos que mais me exigiu tempo, revisões e entrega emocional. Ele foi reescrito quatro vezes até eu sentir que estava do jeito certo — daquele jeito que faz a gente respirar fundo no fim de uma história. A parte mais especial, pra mim, foi poder mostrar um pequeno recorte de Carlos e Bárbara mais velhos. Foi ali que percebi o quanto essa jornada, com todas as suas dores e delicadezas, valeu a pena.

Saber deixar ir também é um ato de amor

Essa frase surgiu como um rabisco, quase um pensamento solto no meio da escrita. Mas quando voltei pra reler, percebi que ela era especial. Ela me marcou de um jeito diferente, porque parecia ser a chave exata do que eu estava vivendo naquele momento. E mais do que isso: ela não fala só sobre uma pessoa indo embora, fala sobre duas pessoas que se importam profundamente uma com a outra — mesmo quando o caminho pede distância.


Se você já leu o livro, espero que essas curiosidades tragam à tona lembranças e emoções que te façam se reconectar com a história de uma forma mais profunda e especial. Cada detalhe, cada momento compartilhado nas páginas, é uma peça que se encaixa no grande quebra-cabeça que criamos juntos. E se você ainda não leu, talvez agora seja o momento perfeito para se aventurar nessa jornada, conhecer os personagens e se deixar envolver pelos sentimentos e histórias que guardam um pouco de nós.

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